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História

Localizado na margem do rio Douro, junto à zona histórica da cidade do Porto, reconhecida pela UNESCO como Património Cultural da Humanidade, o Museu dos Transportes e Comunicações (MTC) ocupa o histórico edifício da Alfândega Nova do Porto, um dos mais emblemáticos imóveis da cidade. Referência arquitetónica e patrimonial ímpar, este edifício do século XIX conta com uma área de 36.800 m2, abrindo-se simultaneamente para a cidade do Porto e para o rio Douro, numa localização privilegiada que, a somar à sua monumentalidade, lhe confere particular notoriedade entre os espaços públicos da região. A proximidade à zona da Ribeira, ao Palácio da Bolsa, às centenárias pontes Luís I e D. Maria (esta construída por G. Eiffel), entre outros monumentos, inscrevem o Museu nos percursos turísticos obrigatórios da cidade.

O Museu foi criado em 1992 por uma associação sem fins lucrativos declarada de Utilidade Pública em 1993 - a Associação para o Museu dos Transportes e Comunicações (AMTC). Entre os seus membros, individuais e institucionais, destacam-se as principais entidades regionais e nacionais ligadas aos setores dos transportes e das comunicações.

O Museu tem por missão a divulgação da história dos transportes e de diferentes meios de comunicação desenvolvidos pelo Homem até ao presente, bem como a valorização do património que lhe está associado. Compreender e intervir civicamente na sociedade atual, caracterizada cada vez mais pela sua globalização, passa forçosamente por decifrar e apreender o papel privilegiado e decisivo que os transportes e as comunicações possuem neste processo. Estas temáticas são entendidas como processos que ao longo dos tempos sofreram evoluções e interferiram profundamente no desenvolvimento social e no quotidiano das pessoas, conferindo uma nova dimensão aos conceitos de “espaço” e “tempo”.

Pela condição de estar sedeado no edifício da Alfândega do Porto, o Museu é portador de uma herança, a da história da atividade que esteve na génese da sua edificação na antiga Praia de Miragaia. O granito, o ferro e a madeira não cederam ao passar dos tempos, antes deram lugar a um presente construído de projetos culturais multifacetados. A valorização da Alfândega Nova do Porto e a preservação da sua memória constituem, por isso, igualmente vertentes fundamentais da sua missão.

No âmbito das suas temáticas, o Museu integra e participa em diversas redes de museus, ao nível nacional (MC2P; Rede Portuguesa de Museus; BAD - Bibliotecas, Arquivos e Documentação), como internacional (IATM – International Association of Transport and Communications Museums; IACM – International Association of Customs Museums).

O projeto de requalificação deste histórico Edifício decorre, desde 1993, com orientação do Arquiteto Eduardo Souto de Moura (Prémio Pritzker 2011). Norteia-se pela instalação dos necessários equipamentos, exigidos por um moderno espaço cultural multifacetado e polivalente, mas preocupando-se com a revalorização de todos os elementos que distinguem a arquitetura característica de um espaço alfandegário e dos seus significados ao nível das rotinas de trabalho e da sua simbólica para os utilizadores diretos, para a população de proximidade e para a cidade e região em geral.

A salvaguarda do património é assim entendida não só ao nível dos conteúdos sobre as temáticas abordadas no Museu, como também ao nível do contentor, um exemplo único do património edificado da cidade, permanentemente requalificado para acolher os públicos do Museu, mas também permitindo uma atividade de centro de congressos de dimensão internacional que envolve mais de 250.000 pessoas anualmente, e que se assume como fator de sustentabilidade da AMTC.

Será de salientar, a este nível, o contributo da AMTC para o desenvolvimento local, traduzido numa mais-valia financeira através da dinâmica de circulação permanente de pessoas que aqui acorre (contribuindo significativamente para o desenvolvimento do tecido socioeconómico local). Por outro lado, destaque-se o papel do Museu na sua permanente articulação com os seus vizinhos, a comunidade local, através da participação em parcerias diversas, bem como no desenvolvimento de projetos direcionados (projetos de memória e de identidade, de envolvimento direto e participação na ação do Museu, de contributo para o aprofundar das temáticas abordadas).

Assumindo a função social do museu enquanto ativo e estratégico parceiro no processo de construção de uma cidadania cada vez mais informada e atuante, o MTC aposta igualmente na construção de projetos expositivos relevantes para os mais diversos públicos e que os cativem para momentos ímpares de provocação, conhecimento, reflexão e atuação transformadora sobre a realidade circundante através de múltiplas estratégias de mediação cultural: visitas autónomas, visitas guiadas, oficinas, experiências interativas multissensoriais, percursos exploratórios dos espaços interiores e exteriores do Edifício, entre outras. A ação do Museu alicerça-se numa postura de acessibilidade e inclusividade, traduzida pelas caraterísticas físicas, cognitivas, emotivas que promove através de uma atitude de flexibilidade e proatividade.

A tecnologia ocupa um papel de relevo, desde logo presente nas temáticas do Museu (transportes, comunicações), mas também enquanto suporte de trabalho na sua ação de bastidores (gestão de coleções, serviços educativos, gestão documental…), suporte de conteúdos expositivos (audiovisuais, interativos, multimédia), como também na comunicação com os públicos através das redes sociais da web 2.0, alimentando propostas de participação e permanente desafio.
Automóvel no Espaço e no Tempo - Fotografia © Ivo Canelas
Automóvel no Espaço e no Tempo - Fotografia © Ivo Canelas
Exposição Comunicar - Fotografia © Egídio Santos
Exposição Comunicar - Fotografia © Egídio Santos
Exposição Comunicar - Fotografia © Egídio Santos
Exposição Comunicar - Fotografia © Egídio Santos
O motor da República: os carros dos Presidentes © AMTC
O motor da República: os carros dos Presidentes © AMTC
Painel
Painel "Ribeira Negra"
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