D. Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes
Destaque do mês de setembro da Biblioteca da Alfândega do Porto
16 de setembro, 2026
A obra-prima, publicada em 1605, por Miguel de Cervantes Saavedra (1547–1616), D. Quixote de la Mancha, reflete as próprias desilusões do autor. Cervantes, após ter sido ferido em combate, perdeu o uso da mão esquerda e viveu cinco anos como escravo em Argel.
Foi preso várias vezes em Espanha por problemas financeiros e, terá sido na prisão que começou a escrever esta obra-prima que se tornou a precursora do romance moderno.
A narrativa acompanha D. Quixote, um fidalgo que, de tanto ler romances de cavalaria, perde o juízo e decide tornar-se um cavaleiro andante. Acompanhado pelo seu pragmático escudeiro, Sancho Pança, parte em viagem para combater injustiças, confundindo moinhos de vento com gigantes e rebanhos com exércitos inimigos.
Mais do que uma paródia divertida, esta obra literária reflete o confronto profundo entre o idealismo puro de D. Quixote e a realidade crua de Sancho Pança, questionando os limites da loucura e da sanidade humana.
Cervantes é considerado o maior escritor de língua espanhola e um dos romancistas mais proeminentes do mundo.