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N. Sra. da Atalaia

Novela Aduaneira XI

18 de dezembro de 2019
Nossa Senhora da Atalaia – Padroeira das Alfândegas
N. Sra. das Alfândegas: madeira de cedro da Colômbia, estofada a folhas de ouro e policromada; entronizada e benzida na Igreja de S. Pedro de Miragaia, 15 de dezembro de 1989; in Exposição “Metamorfose de um Lugar: Museu das Alfândegas” © Arquivo MTC
O culto de Nossa Senhora das Alfândegas remonta a 1507, quando, na sequência da peste que então grassava em Lisboa, os homens da Alfândega dessa cidade decidiram ir em romagem ao templo da Senhora da Atalaia, em Aldeia Galega (Ribatejo).

A peste cessou e uma tempestade no mar fez com que os barcos carregados de mantimentos destinados a outras paragens arribassem a Lisboa pondo fim à penúria de alimentos.
Observado o milagre do fim da peste, os oficiais da Alfândega, segundo a tradição mesteiral, organizaram uma confraria à dita senhora que, com o correr do tempo e o alastrar da devoção aos vários postos, se passou a designar de Senhora das Alfândegas.
A festa religiosa foi extinta em 1833, com a implantação do liberalismo e a laicização dos serviços. Curiosamente, essa devoção foi alvo de recuperação em 1968, quando, em 18 de dezembro desse ano, se voltou à celebração da Virgem Soberana Protetora das Alfândegas.

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